
Vila Alice
December 15, 2022
Vila Edith
December 15, 2022Uma das mais antigas moradias edificadas na Parede para residência de veraneio foi a Vila
Joana.
Remonta ao ano de 1891 o primeiro documento encontrado no qual o seu proprietário requereu à Câmara Municipal de Cascais a necessária autorização para “… reparar e rectificar o muro da propriedade rústica que possui no Sitio do Serrado, lugar da Parede, freguesia de S. Domingos de Rana, concelho de Cascais, na parte em que confina com o caminho público do referido lugar da Parede à Fonte das Sainhas, tudo conforme é indicado pelo traço encarnado no esboço junto…”




Não se conhece a data exacta em que este terreno rústico foi adquirido, mas certamente terá sido anterior ao ano de 1891.
Neste terreno, mandou Vicente Maria de Moura Coutinho Almeida d’Eça edificar uma moradia, no ano de 1898, previamente autorizada por despacho da Câmara Municipal de Cascais, após requerimento e apresentação do respectivo projecto e peças desenhadas.


O “croqui” impresso não corresponde ao esboço. Poderá ter sido desenhado sem preocupação de rigor.

São estes documentos que seguidamente se apresentam. Note-se, no requerimento junto, a circunstância do despacho de deferimento ter a data de 16 de Fevereiro, exactamente dois dias passados após o pedido formulado. Desta forma quase imediata, as decisões da Câmara Municipal de Cascais, pelo menos no que respeitava às licenças para construção, eram tomadas sem demora, com evidente benefício para o desenvolvimento urbanístico verificado na Parede.

República, com mais um erro que se assinala na legenda.
A Estrada Real passava em frente ao alçado Norte e não em frente ao alçado Sul

República, com mais um erro que se assinala na legenda.
A Estrada Real passava em frente ao alçado Norte e não em frente ao alçado Sul

de 1898, solicitando autorização para a construção da Vila Joana

de 1898, solicitando autorização para a construção da Vila Joana

Vicente Maria de Moura Coutinho Almeida d’Eça nasceu em Aveiro no dia 15 de Agosto de 1852, filho de Vicente de Moura Coutinho Almeida d’Eça e de D. Maria Júlia Barbosa de Lima.
Em 17 de Outubro de 1870 alistou-se na Marinha de Guerra, sendo promovido a aspirante em 1871 e a guarda-marinha em 1873. No ano seguinte partiu para longa comissão de serviço em Angola, tirocinando para a promoção a 2.º tenente, posto que alcançou em 11 de Outubro de 1877, após o regresso do Ultramar.
No dia 27 desse mesmo mês, casou na cidade do Porto com D. Joana de Oliveira Queiroz, senhora cujo nome foi
escolhido no baptismo da moradia que mandou construir em 1898 na Parede, a Vila Joana.
Na documentação referente a esta casa não foi encontrado o nome do autor do projecto, contrariamente a outras
casas construídas na mesma época na Parede, em que nos requerimentos endereçados à autarquia, ou nas peças desenhadas anexas, figura o nome do seu arquitecto ou do desenhador.
Sendo Vicente Almeida d’Eça bom desenhador, característica evidenciada em diversos trabalhos que executou, sobretudo sobre temas navais, poderá com alguma lógica atribuir-se-lhe a autoria dos desenhos da sua própria moradia.
O navio aqui representado, a corveta “Sá da Bandeira”, é um bom exemplo da veia artística de Almeida d’Eça.
Trata-se do esboço do navio onde esteve destacado durante vários meses, entre 12-7-1874 e 23-4-1875, e que constitui representação única conhecida dessa unidade naval

Deslocava 1429 toneladas, media 56.61 metros de comprimento e tinha uma guarnição de 190 elementos. Em Abril de 1863 partiu de Lisboa para Marrocos e entre Outubro de 1863 e Julho de 1879 efectuou diversas comissões e viagens, tendo aportado nomeadamente a Luanda, Macau, Timor, aos portos japoneses de Osaka, Yokohama e Nagazaki, vindo por vezes a Lisboa.
Em 29-8-1879 regressou definitivamente a Lisboa, fortemente atacada pela formiga branca, o que originou o seu desmantelamento e posterior afundamento, ocorrido em 12-8-1884 em experiências de lançamento de torpedos, ao largo da Costa da Caparica, com a assistência do rei D. Luís e do príncipe D. Carlos.
Da veia artística do então guarda-marinha Almeida d’Eça, apresentam-se alguns desenhos que reforçam a característica anteriormente mencionada e que terá sido, eventualmente, a razão do projecto de construção da Vila Joana não ter sido assinado por nenhum arquitecto ou desenhador.

… “Ao jantar o pudim do estilo e o vinho do Porto da lei, o qual vinho do Porto, santo néctar do santo rio da minha terra, fornecido pelo amigo Silva, desenvolveu a falácia dos comensais e fez com que à noite houvesse sessão de viola e fadinho”

A maior parte destes trabalhos foram executados durante o período da comissão em Angola, entre os anos de 1874 e 1877, aquando do tirocínio para a promoção ao posto de 2.º tenente.
São ligeiras ilustrações que acompanham um “diário” por si elaborado, facilitando a compreensão dos textos e realçando algumas cenas de bordo, personagens, relatos de navegação e acontecimentos.
Encontram-se reunidos em livro, sob o título de “Annais de um guarda-marinha”, publicado pela Comissão Cultural de Marinha em Dezembro de 2010, com anotações e comentários de José Augusto Pires de Lima.

Os assentos da sua carreira profissional referem que com a idade de 33 anos e ainda no posto de 1.º tenente, foi nomeado Lente da 5.ª cadeira da Escola Naval.
Dedicado ao ensino onde se notabilizou nas áreas do Direito Internacional Marítimo e da História Marítima, ocupou em diversas ocasiões importantes cargos de nomeação civil, representando Portugal em congressos no estrangeiro.
Em 1893 teve assento na “Câmara dos Senhores Deputados”, sendo eleito, em 1912, sócio correspondente da Academia das Ciências. Em 1920, por unanimidade, foi eleito seu sócio efectivo.
Entre 1922 e 1924 ocupou o cargo de Presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa.
Promovido ao posto de vice-almirante em 1917, foi comandante da Escola Naval em 1919 e apesar de ter atingido o limite de idade em 1922, a lei permitiu que se mantivesse na vida activa, como professor, até ao ano de 1929.
Nesta data foi definitivamente desligado do serviço, sendo exonerado do cargo de professor da Escola Naval em 14 de Outubro deste último ano.
Menos de um mês após a sua exoneração, a 10 de Novembro de 1929, o vice-almirante faleceu, não sobrevivendo ao afastamento de uma vida de 59 anos de total dedicação à Marinha de Guerra.
Vicente Maria Almeida d’Eça foi um dos três oficiais de Marinha contemporâneos na vida profissional que se fixaram na Parede.
Inicialmente, com permanência na época de veraneio e posteriormente, mantendo-se nesta terra por períodos mais longos. Os outros dois foram o vice-almirante José Nunes da Matta, proprietário da Casa da Mata, e o capitão-de-mar-e-guerra Manuel de Azevedo Gomes, proprietário da Casa das Pedras, ambos referidos noutros capítulos.


existente no arquivo da Câmara de Cascais não existem plantas desenhadas do interior.

oficial de Marinha, Vicente Manuel de Moura Coutinho Almeida d’Eça, que ali viveu durante vários anos com sua família, a mulher D. Maria Emília Reis Netto e os filhos do casal, Paulo Manuel Netto Almeida d’Eça, Fernando Netto Almeida d’Eça e Maria Teresa Netto Almeida d’Eça.
Na década de 60 do século passado, quando este oficial se encontrava cumprindo uma comissão de serviço nos Estados Unidos da América (de 5-9-1961 a 16-12-1965), como adido naval junto das embaixadas de Portugal em Washington e em Ottawa, no Canadá, a Vila Joana foi assaltada, na sequência do qual resultou um incêndio que tornou esta casa inabitável.
Posteriormente demolida, deu lugar a um conjunto habitacional fazendo parte de um plano de urbanização aprovado para uma vasta área junto à linha férrea, envolvendo um número limitado de edifícios de desenvolvimento em altura e rodeados por zonas arborizadas e ajardinadas, ao qual não foi dado seguimento. Do terreno da Vila Joana foi preservada uma apreciável área de jardim, onde se conservou, como recordação de origem, um poço e uma roda
utilizada para dele tirar água. Mais tarde foi ali colocada uma âncora antiga com um pedaço de amarra, testemunhando o gosto náutico da família Almeida d’Eça.


O comandante Vicente Manuel de Moura Coutinho Almeida d’Eça e D. Maria Emília Reis Netto, com os filhos Maria Teresa, Fernando e Paulo Manuel, nos jardins da Vila Joana.
Vicente Manuel de Moura Coutinho Almeida d’Eça nasceu em São Vicente de Cabo Verde, no dia 31 de Julho de 1918, filho de Paulo de Moura Coutinho Almeida d’Eça, oficial do Exército, e de D. Maria Clotilde Pinto Basto Couceiro da Costa.
Oficial de Marinha, frequentou os preparatórios na Universidade de Coimbra, onde obteve a aprovação nas cadeiras destinadas ao ingresso na Escola Naval.
Incorporou, como Cadete, o 1.º curso que inaugurou em 1936 as novas instalações da Escola Naval no Alfeite, transferidas da margem direita do Tejo e até essa data sediadas na rua do Arsenal.
Como curiosidade, o facto do projecto destas novas instalações ser da autoria de dois irmãos arquitectos, Carlos e
Guilherme Rebelo de Andrade, este um paredense de adopção, nesta terra o autor do projecto da Igreja Paroquial
e ao qual se faz alargada referência no capítulo sobre a paróquia da Parede.

teve como patrono designado o Infante D. Henrique. Até essa data, aos cursos não era atribuído patrono

Apenas nas cerimónias e nas saídas das unidades vestiam farda e boné de oficial.
O cadete Vicente Almeida d’Eça, numa fotografia a bordo do navio escola Sagres, é o terceiro
da direita (X)

destacado para a canhoneira “Mandovi”, onde assumiu as funções de oficial Imediato entre 3-11-1940 e 21-1-1941.

canhoneira desde 1918. Transformado em navio Hidrográfico em 1946, deslocava 500 toneladas e tinha uma
guarnição de 38 homens. Em 1956 foi abatido. Vicente Almeida d’Eça foi seu oficial Imediato no posto de 2.º tenente
Em 1942 Vicente Almeida d’Eça terminou o curso de aviador na Escola de Aviação Naval Almirante Gago Coutinho, em Aveiro, e em 1946 foi considerado especializado em Radiotelegrafia e Comunicações, estas duas especialidades obtidas com a patente de 2.º tenente.
Muitos anos antes da aviação militar se tornar, em Portugal, um ramo autónomo nas Forças Armadas, actualmente designada Força Aérea Portuguesa, foi criada na Marinha, no ano de 1917, o Serviço de Aviação da Armada. Sediado na Doca do Bom Sucesso em Lisboa, constituiu a primeira base operacional da aviação naval.
No ano seguinte, em plena Grande Guerra, foi criado o Centro de Aviação Naval de Aveiro, na península de S. Jacinto, operando com hidroaviões preparados para luta anti-submarina, inicialmente com pessoal das Marinhas Francesa e Portuguesa e, antes do final desse ano, apenas com militares portugueses.
Ainda no ano de 1918, foi instalada a base de hidroaviões na Horta, com a designação de Centro de Aviação Naval dos Açores, transferida em 1919 para Ponta Delgada e desactivada em 1921.
Por ocasião da Segunda Grande Guerra, no ano de 1941, esteve de novo operacional, assim permanecendo até à sua definitiva desactivação em 1946.
Simultaneamente outros centros de aviação foram sendo instalados, embora com tempo de operacionalidade reduzida, nomeadamente o Centro de Aviação Naval de Macau, na ilha da Taipa em 1927, apoiando as forças navais no combate à pirataria nos mares da China, desactivado definitivamente em 1942 e também o Centro de Aviação Naval do Algarve, base de hidroaviões construída em 1918 na ilha da Culatra, entre Faro e Olhão, apoiando a luta anti-submarina durante a primeira grande Guerra, mais tarde servindo as suas instalações de apoio a manobras
da Marinha.
Não foi apenas a Marinha a alimentar o sonho da aviação. A Escola Militar de Aeronáutica, unidade do Exército Português criada em 1914 em Vila Nova da Raínha, na Azambuja, deu importante impulso a esta actividade, formando pilotos oriundos deste Ramo e também, inicialmente, pessoal da aviação naval. Tinha ainda como objectivo a criação do núcleo inicial da aviação militar portuguesa.
Celestino Paes de Ramos, capitão piloto-aviador que habitou na Parede e a quem neste site se dedica justa referência, foi um dos seus heróicos profissionais, com o feito marcante de ter comandado o grupo de quatro aviadores que numa esquadrilha de dois aviões, ligou Lisboa a Lourenço Marques num raide efectuado no ano de 1928.


Em 1918, e até ao ano de 1931, o Serviço de Aviação da Armada passou a denominar-se Serviços da Aeronáutica Naval. Foi um período de feitos heróicos para a aviação portuguesa, com marcantes episódios que definitivamente rasgaram os horizontes da juventude, a partir dos quais esta começou a engrossar o contingente dos seus entusiastas.
Atravessia aérea do Atlântico por Gago Coutinho e Sacadura Cabral, em 1922, foi o exemplo maior para muitos dos marinheiros da Armada Portuguesa aderirem à Aeronáutica Naval, que entretanto adoptara nova nomenclatura, agora apelidada Forças Aéreas da Armada, assim se mantendo entre 1931 e 1952.
O 2.º tenente Vicente Manuel de Moura Coutinho Almeida d’Eça foi um desses jovens marinheiros que permaneceu na aviação naval durante largo período da sua vida militar.
Quando em 1952 a Aeronáutica Militar, considerada a 5.ª Arma do Exército e as Forças Aéreas da Armada deram lugar à Força Aérea Portuguesa, por força do Decreto-Lei 38805 de 28 de Junho, foi um dos muitos aviadores que decidiram regressar ao seu ramo militar de origem, assumindo na Marinha as posições de antiguidade que lhes competia.
Ficou, entretanto, no curriculum do tenente Vicente Almeida d’Eça, uma extensa lista de aeronaves por si pilotadas, que seguidamente se referem: aviões “Fleet”, “Avro”, “Tiger”, “Oxford”, “Martinet”, “Widgean”, “Beechcraft” e “Grumman”.




No decorrer da 2.ª Guerra Mundial, prestou serviço no Centro de Aviação Naval, em Ponta Delgada, tendo tomado parte nas operações de busca e salvamento de náufragos em que a Marinha, e a sua Aviação, tanto se empenharam.
A sua formação técnico-militar prosseguira entretanto. Em Inglaterra, no ano de 1950, obteve o diploma do Curso Longo de Radar. Ainda em Inglaterra, no ano de 1957, terminou o Curso International Naval Staff and International Short Tactical, com equivalências ao Curso Geral Naval de Guerra e ao Curso Elementar Naval de Guerra.
Com o objectivo de complementar a sua formação, obteve os diplomas do Curso de Guerra Atómica em 1959, do Curso do Colégio de Defesa da NATO em 1961, do Curso Superior Naval de Guerra em 1972/1973 e do Curso de Defesa Nacional em 1973.
São muitos os embarques que se encontram associados às suas recordações. Desde os primeiros anos como cadete da Escola Naval, onde a memória se fixa na viagem de instrução ao Brasil no navio Escola “Sagres” (1936), até ao comando, com a patente de capitão-de-fragata, em longa comissão no Ultramar da fragata “Pacheco Pereira” (1967-1969), sucederam-se os embarques em variados tipos de navios.
Referem-se seguidamente algumas dessas unidades e as suas características.

Navio construído em ferro e aço no ano de 1896, nos estaleiros alemães “Rickmer Rickmer”, adoptando o nome deste
estaleiro. Entrou ao serviço da marinha de comércio alemã em 12 de Agosto de 1896. Em plena I Grande Guerra foi apresado, no dia 1-3-1916, pelas autoridades portuguesas no porto da Horta, sendo baptizado com o nome de “Flores”, altura em que foi fretado pelo governo inglês, passando a prestar serviço àquele país mas sob bandeira portuguesa.
Desde 14-5-1924 passou a integrar o efectivo dos navios da Armada como navio-escola, recebendo o nome de “Sagres”. Entre 1927 e 1961, navegou cerca de 200.000 milhas sob as ordens de 10 comandantes. Prestou serviço até 20-11-1961, data em que entrou na Base Naval de Lisboa, onde atracou definitivamente. Em 1962 foi classificado como navio depósito e tomou o nome de “S. André”.
Características:
Deslocamento: 3227 ton; Comprimento: 97,85 metros; dispunha de dois motores auxiliares de 700 H. A mastreação era constituída pelo gurupés e três mastros verticais. O mastro grande com 49,20 metros e o traquete cruzavam 6 vergas. O velame era redondo e latino, tendo depois de 1938 uma área de 2477 m2; transportava uma guarnição de 181 homens

Navio construído nos estaleiros Yarrow, em Glasgow. Em 29-5-1933 foi lançado à água e aumentado ao efectivo dos navios da Armada em 12-10-1933. Entrou em Lisboa pela primeira vez no dia 11 de Janeiro de 1934. Colaborou em 1936 na evacuação de residentes portugueses no Norte de Espanha que abandonaram este país na sequência da guerra civil.
Entre os anos de 1941 e 1943 foi protagonista de marcantes acções no mar dos Açores, tendo recolhido 30 náufragos de um navio inglês torpedeado por um submarino alemão a Sul da ilha do Pico. Recolheu em 8-7-1942 mais 110 náufragos de um paquete inglês, também vítima de torpedos alemães. No dia 30 de Janeiro de 1943, com 119 náufragos recolhidos de dois navios americanos, foi atingido por violento temporal tendo alcançado uma inclinação de 67 graus, limite próximo do seu afundamento.
Era, nessa data, comandado pelo Capitão-Tenente Manoel Maria Sarmento Rodrigues.
Efectuou várias comissões no Ultramar e esteve em diversas missões de escolta a entidades estrangeiras, nomeadamente o chefe de Estado Espanhol, o imperador da Etiópia e a família real de Inglaterra, em visitas a Portugal.
Foi abatido ao efectivo dos navios da Armada em 27-10-1965.
Características:
Deslocamento: 1563 ton; Comprimento: 96,9 metros; boca máxima: 9,3 metros; calado: 3,3 metros; velocidade máxima: 37 nós; autonomia a 15 nós: 5400 milhas
Armamento: 4 peças “Vickers-Armstrong” de 120 mm; 3 peças anti-aéreas de 40 mm; 2 reparos quádruplos de tubos lançatorpedos de 503 mm; 2 calhas lança-bombas de profundidade e 2 morteiros lança-bombas. Transportava uma guarnição de 184 homens.
Neste navio embarcou Vicente Manuel Almeida d’Eça, como 2.º tenente, no ano de 1940.
Nota: elementos transcritos do livro “Dicionário de Navios, 2.ª edição, Edições Culturais de Marinha, da autoria do Comandante Adelino Brás Rodrigues da Costa.

Navio construído em Newcastle pela firma Hawthorn, Leslie & Comp.
Em 28-5-1934 foi lançado à água e aumentado ao efectivo dos navios da Armada em 31-1-1935. Entrou em Lisboa pela primeira vez no dia 7 de Março de 1935. Em 1941 efectuou uma comissão que o levou a todos os territórios ultramarinos de África e no dia 30-11-1942, quando se encontrava em Lourenço Marques durante uma viagem de instrução de cadetes, socorreu o navio inglês “Nova Scotia” que fora torpedeado por um submarino alemão ao largo de Durban, recolhendo 183 náufragos.
Em 18-3-1960 iniciou uma viagem de circum-navegação de Ocidente para Oriente, integrada nas comemorações do V
Centenário da Morte do Infante D. Henrique, na qual embarcaram 48 cadetes do curso “D. Lourenço de Almeida” da Escola Naval. O navio chegou a Mormugão em 16-7-1960 tendo rendido o NRP “Bartolomeu Dias” que se encontrava em comissão e que regressou a Lisboa depois de embarcar os cadetes em viagem. No dia 18-12-1961 saindo do seu fundeadouro na foz do rio Zuari, em frente ao porto de Mormugão, enfrentou e deu combate a uma força naval indiana que integrava as forças que nesse dia invadiram os territórios do Estado Português da India, resultando desse combate a perda do navio
Características:
Deslocamento: 2473 ton; Comprimento: 103,2 metros; boca máxima: 13,3 metros; calado: 3,7 metros; velocidade máxima:
21 nós; autonomia a 10 nós: 12.000 milhas
Armamento: 4 peças “Vickers-Armstrong” de 120 mm; 2 peças anti-aéreas de 76,2 mm; 4 peças de 40 mm; 2 calhas lançabombas de profundidade e 4 morteiros “Thornycroft”.
Transportava uma guarnição de 215 homens (13 oficiais, 21 sargentos e 181 praças)
Neste navio embarcou Vicente Manuel Almeida d’Eça, como 2.º tenente, no ano de 1941, exercendo as funções de chefe do serviço de navegação.
Nota: elementos transcritos do livro “Dicionário de Navios, 2.ª edição, página 28, Edições Culturais de Marinha, da autoria do Comandante Adelino Brás Rodrigues da Costa

Navio construído no Arsenal do Alfeite, lançado à água em 17-3-1942, e incorporado no efectivo dos navios da Armada em 13-11-1942, efectuando regulares viagens a Curaçao para transporte de petróleo.
Em 1953 o navio comboiou, na travessia do Atlântico Norte, um grupo de Draga-minas portugueses e de outra nacionalidades europeias, efectuando manobras de reabastecimento no mar.
Em 1965 alterou a sua designação para “navio de apoio logístico”, tendo iniciado um vasto programa de modernização que o armou e transformou, passando a dispor de oficinas, hospital, pista para helicópteros, alojamentos alargados e duas lanchas de desembarque pequenas. Largou para Moçambique em 1970 a fim de servir de navio de apoio logístico às autoridades e forças navais, tendo realizado 27 cruzeiros na costa moçambicana com visitas aos principais portos e baías.
Foi abatido ao efectivo dos navios da Armada em 18-2-1980 após ter navegado 56.682 horas.
Características:
Deslocamento: 6374 ton; Comprimento: 109,28 metros; boca máxima: 15,52 metros; calado: 5,40 metros; velocidade máxima:
12 nós; autonomia: 14.300 milhas.
Armamento:
1 peça de 76,2 mm; 2 peças Bofors de 40 mm; 2 metralhadoras “Oerlikon” de 20 mm
Lotação:
Como navio-tanque: 48 elementos (7 oficiais, 6 sargentos e 35 praças)
Como navio de apoio logístico: 100 elementos (10 oficiais, 18 sargentos e 72 praças)
Neste navio embarcou, como 1.º tenente, Vicente Manuel Almeida d’Eça, no ano de 1953.


que efectuaram a comissão em Moçambique entre 1967 e 1969
Vicente Manuel Almeida d’Eça embarcou ainda no Aviso de 2.ª classe “Pedro Nunes” no ano de 1938, no Aviso de 2.ª classe “República” em 1939, no Draga-minas “Vulcano” em 1940, e no Caça-minas “Faial” em 1953.
Embarcou também no Cruzador da marinha do Brasil “Almirante Barroso”, no ano de 1957, no desempenho do cargo de chefe-doestado- maior do agrupamento de unidades brasileiras e portuguesas, navegando entre Salvador da Baía e o Rio de Janeiro, na visita ao Brasil do Presidente da República Portuguesa, General Francisco Higino Craveiro Lopes.

Numa carreira militar de dezenas de anos na Marinha de Guerra, com a frequência de diversos cursos de aperfeiçoamento técnico no país e no estrangeiro, com largos períodos na chefia em diversos cargos de nomeação governamental e no comando de unidades, como se evidencia no seu curriculum, para um marinheiro, o comando de um navio operacional em longa comissão, mantendo durante vários anos, quase na sua totalidade, a mesma
guarnição, é indiscutivelmente um “ponto alto” da carreira e aquele que mais fortemente marca a sua vida profissional. Os laços de camaradagem e amizade que se criam, a união vivida nos momentos de dificuldade e as boas recordações do tempo partilhado sobrelevam qualquer outro período.
O então Capitão-de-Fragata Vicente Almeida d’Eça tem o seu “ponto de alto” quando no comando da Fragata Pacheco Pereira, de 27 de Julho de 1967 a 12 de Dezembro de 1969, efectuou longa comissão de serviço no Ultramar, que aqui se assinala, legando a este livro mais um episódio de vida de um paredense de adopção que ainda no ano de 2011 mantém, com a sua guarnição de então, a tradição de se reunir, anualmente, no dia da largada do navio para essa longa permanência em África.

Após 30 horas atracado em S. Vicente e 11 dias de viagem até ao porto de Luanda, mais 12 dias de mar até ao início de longa comissão, o navio percorreu a costa moçambicana em missões cujos relatórios constituem ainda matéria
classificada e não disponível.
Os Diários Náuticos do navio relativos ao período entre 22 de Dezembro de 1967 e 22 de Novembro de 1969, data em que iniciou a viagem de regresso a Lisboa, referem que as missões executadas pelo navio se estendem por Mocimboa
da Praia, Porto Amélia, Cabo Mepandaji, Ibo e Cabo Iancumbi no distrito de Cabo Delgado e também Nacala (Nampula) e Beira (Sofala), para além de Inhambane, Gaza e Lourenço Marques, e ainda visitas periódicas a Durban, na África do Sul, onde os navios desta tonelagem aportavam para docar.



Navio construído nos estaleiros Hall Russell & Co, Ltd, em Aberdeen, na Escócia e lançado à água em 16-11-1944, destinado à Marinha Real Inglesa. Em 11-5-1959 Portugal adquiriu-o conjuntamente com a Fragata gémea “Álvares Cabral” e incorporou-os no efectivo dos navios da Armada. Saiu por diversas vezes em viagens de instrução e entre 1960 e 1963 permaneceu em longa comissão de serviço em Angola.
Regressada a Lisboa em Novembro de 1963 largou em Janeiro de 1964 para nova comissão no Ultramar, agora sediada em Moçambique. Manteve-se aí até 28-7-1966, entrando no Tejo em Setembro desse ano. No dia 22 de Novembro de 1967 largou de novo para Moçambique, onde se manteve em missão até 21-11-1969, largando nesse dia com destino a Lisboa onde atracou na Base Naval do Alfeite no dia 19 de Dezembro.
Foi seu comandante, nesta última comissão, o capitão-de-fragata Vicente Manuel Almeida d’Eça.
Após o regresso a Lisboa, o navio permaneceu ainda no activo em missões diversas, nomeadamente com viagens a Angola e S. Tomé, sendo abatido ao efectivo em 14-9-1970.
Características:
Deslocamento: 2580 ton; Comprimento: 93.7 metros; boca máxima: 11.7 metros; calado: 4,7 metros; velocidade máxima: 19,5 nós; autonomia: 7500 milhas.
Armamento: 2 torres duplas com peças de 102 mm; 6 peças Bofors de 40 mm; 1 ouriço; 4 morteiros DCT; 2 calhas lançabombas de profundidade. Lotação: 171 homens
Nota: elementos transcritos do livro “Dicionário de Navios, 2.ª edição, Edições Culturais de Marinha, da autoria do Comandante Adelino Brás Rodrigues da Costa

No processo decorrente da descolonização dos territórios portugueses do Ultramar, Vicente Manuel Almeida d’Eça foi activo protagonista, iniciando a sua acção como comandante da Defesa Marítima da Guiné em 1974, sendo Comodoro desde 12 de Setembro desse ano, até à independência formal daquele território, tendo comandado o reembarque dos efectivos dos três ramos das Forças Armadas que ali permaneciam, bem como a Força Naval que os transportou a Cabo Verde, de onde seguiram para Lisboa. No dia 14 de Outubro de 1974 recebeu a Bandeira Nacional arriada pela última vez no território da Guiné, trazendo-a consigo e fazendo a sua entrega, posteriormente, ao Museu de Marinha.
Em 20 de Dezembro de 1974, graduado em Contra-Almirante para o exercício de funções de Alto-Comissário de Cabo Verde, liderou o processo que haveria de culminar na independência
deste território.
Foi promovido a contra-almirante em 15 de Dezembro de 1975 e a Vice-Almirante em 2 de Junho de 1977.
No término da sua vida activa na Marinha, serviu ainda um período no Estado-Maior General das Forças Armadas, como adjunto do Chefe de Estado-Maior General, em Março de 1976, e por último como Chefe das Missões Militares de renegociação das autorizações concedidas a países estrangeiros, para utilização de Bases da Força Aérea Portuguesa.

de oficial general, “despido” da farda e das condecorações, Vicente Almeida d’Eça confraterniza com um grupo de crianças cabo-verdianas nas águas da ilha de Santiago.
Período em que o VALM Almeida d’Eça ocupava o cargo de Alto-comissário em Cabo Verde.

À margem da história da Vila Joana, do seu fundador e da família que nela habitou, outros episódios passados em várias épocas marcaram este espaço de vida da Parede.
Aproveitando a área circundante da moradia, o fundador mandou plantar a Norte do terreno, numerosos pinheiros bravos, também cedros e eucaliptos, tendo alguns atingido grande porte.
O terreno era atravessado por uma vala de chuvas que o proprietário mandou “serpentear” e rodear de pedras e arbustos, construindo sobre ela uma pequena ponte. Ficou designada entre os membros da família por “Rio Eça”.
Neste cenário, quando a propriedade passou para o neto do fundador, este construiu no pinhal, uma cabana com cobertura de colmo, servindo de refúgio para uma tertúlia de amigos que ali se reuniam para almoços e jantares.
Nomes conhecidos e estimados na Parede, de entre eles Júlio Botelho Moniz, António Moita de Deus, António Velho da Palma, Carlos Ferrão e Carlos Azambuja Martins.
Alguns destes “tertulianos” lembrados em retratos de idade menos jovem.

Nestas refeições o petisco à mesa consistia, por vezes, num galináceo, cozinhado a preceito pela mulher do caseiro da Vila Joana, o senhor António Barreiros, trazido sorrateiramente de um qualquer galinheiro, propriedade de um familiar ou amigo próximo dos comensais.
Em muitas ocasiões o próprio dono da ave era conviva festejado da cerimónia, nela participando deliciado….até que
o agradecimento final pela gentileza da “oferta” lhe tornava a digestão um pouco mais difícil.
A festa prolongava-se com cantares e cenas barulhentas pelas ruas da terra, repetindo-se com igual cerimonial por outras zonas e com outros grupos.
Encontros ao longo dos anos de tal forma enraizados no espírito de camaradagem das gentes da Parede, que ainda hoje, ao entrar-se na segunda década do século XXI, se mantém a tradição de pequenos núcleos se reunirem em almoços ou jantares periódicos, a propósito “de tudo e de nada”, culminando em Fevereiro num almoço da
chamada velha-guarda onde as presenças ultrapassam a centena.
Estes cerimoniais de camaradagem estão relatados noutro capítulo e nele se recordam gerações de paredenses teimando na manutenção desta tradição.

António Augusto Moita de Deus, Júlio Botelho Moniz, Luís das Neves Álvares, Augusto Osório Pereira, Mascarenhas e Vicente Manuel de Moura Coutinho Almeida d’Eça
Para além da sua actividade profissional como oficial de Marinha, Vicente Almeida d’Eça foi um entusiasta do desporto, tendo sido praticante de hóquei em patins no final dos anos 30, quando a modalidade se iniciou no Rádio Clube Português.
Foi também praticante de vela e, num grupo que no Verão frequentava a praia Grande da Parede (também chamada praia Central), exibia dotes de ginasta que a foto junta comprova.
Recorda-se aqui uma das equipas pioneiras do hóquei patinado em Portugal, representando o Rádio Clube Português da Parede, que integrava Vicente Almeida d’Eça.

Vicente Almeida d’Eça no topo duma pirâmide exibindo os dotes de ginasta
Uma das típicas embarcações que em grande número eram vistas outrora nas praias da Parede, designavam-se por “Charutos”. Pequenas, de formas muito alongadas, fundo chato, cobertas à popa e à proa até ao lugar do tripulante, assemelhavam-se de facto a charutos. Daí a razão do seu nome.
Em dias de rebentação, os jovens empunhando um remo de duas pás em tudo semelhante às actuais pagaias das canoas de competição, lançavam a embarcação contra as ondas com o objectivo de as “furar” e no regresso a terra, empoleirados na crista da onda, na sua perpendicular, entravam praia acima envoltos em espuma.
Designavam-se estas manobras por “carreiras”.


Considerada a mais rápida embarcação que manobrava nas praias da Parede, o charuto “Néné”, de Vicente Almeida d’Eça, distinguia-se dos seus “irmãos de classe” pela elegância das suas linhas esguias e ainda pela sua reconhecida côr azul.
Fora uma oferta de sua Mãe, D. Maria Clotilde Pinto Basto Couceiro da Costa, a quem o filho tratava carinhosamente por Néné.
Ganhador de diversas corridas organizadas na Parede, era tripulado com frequência por um lendário banheiro da Praia Grande, de forte compleição física, Artur Miranda Gaspar.
Na fotografia da página anterior em que o banheiro Vicente Gonçalves ataca uma onda e ultrapassa
a sua crista, o charuto é o “Néné” de Vicente Almeida d’Eça, embarcação que foi muitas
vezes utilizada pelos vigilantes da praia em acções de salvamento.


A actividade desportiva no seio da família Almeida d’Eça estende-se por várias gerações e fundamentalmente tendo por cenário o Mar. A Vela foi a escolha de vários dos seus membros, com participação em regatas, em embarcações de vários tipos, em percursos curtos nas competições organizadas no rio Tejo e também em disputas no mar largo.


D. Maria Emília Netto Almeida d’Eça, sentada à popa, e na proa o filho de ambos, Paulo Manuel. Em pé, o 1.º tenente Amadeu Antero Carneiro de Miranda
A propósito, recorda o engenheiro Paulo Almeida d’Eça, que durante o período de permanência nos Estados Unidos da América, por motivos profissionais, juntamente com sua mulher Sonja, continuou a tradição familiar com o veleiro “Albatroz New York” ancorado na baía de Douglaston, no Estado de Nova Iorque, de onde partiam para fins-de-semana de vela com amigos também velejadores, demandando diversos portos e ancoradouros do Long Island Sound.
Em 1991, o “Albatroz New York” já em águas portuguesas, continuou a ser utilizado no Tejo e na baía de Cascais até ao ano de 2001.


O “Albatroz New York” em frente da doca de Santos, no rio Tejo. Ao leme Sonja Almeida d’Eça

A prática do desporto à vela e o gosto pela competição, “apanhou” também o filho Fernando, como escape à sua
profissão de médico.
Proprietário de vários barcos de classe internacional, recorda o último, um “Jauneau” de 40 pés, de nome “Azygos” no qual navegou, em diversas ocasiões, entre o cabo Finisterra e as Baleares.
No ano de 2000, na regata comemorativa dos 500 anos da descoberta do Brasil, fez parte da tripulação e comandou o
veleiro “Santa Teresa” na travessia do Atlântico Sul. Poderá associar-se esta tendência velejadora da família Almeida
d’Eça à tradição vinda do vice-almirante Vicente Maria de Moura Coutinho Almeida d’Eça, seu antepassado, o qual
deixou aos vindouros vários escritos sobre o tema, na sua longa vida militar de 59 anos de serviço, e que no último
quartel do século XIX foi testemunha da transição dos navios à vela para os de uso da máquina a vapor.

Depois do meio cruzeiro “Licia” a embarcação da família Almeida d’Eça foi um clássico de construção sueca, um Viking de nome “Pim”, semelhante a um Dragão, veleiro puro, sem motor, único no país.
Apureza das suas linhas, com um mastro altaneiro e o costado trincado, envernizado, não o deixava passar ignorado. Dele fez Vicente Almeida d’Eça doação ao Museu de Marinha, tendo com ele entrado em competição nas regatas do CNOCA (Clube Náutico de Oficiais e Cadetes da Armada), embora fora da classificação por não haver similar.

A fotografia seguinte mostra quatro gerações numa embarcação na baía de Cascais.
Reconhecem-se Fernando Figueiredo Netto, conhecido paredense para quem seu pai, Jerónimo Netto, mandou construir o edifício onde actualmente funciona o Colégio da Bafureira, seu genro, o Almirante Vicente Almeida d’Eça, o filho deste, Paulo Manuel, e os seus netos Marisa e Miguel.

Dos cinco membros da família Almeida d’Eça, últimos habitantes da Vila Joana, seria uma coincidência que todos se tivessem dedicado a usufruir dos prazeres do mar praticando o desporto da vela.
A filha Teresa, professora de Inglês, marcou a sua presença na Escola de Santo António, EB 2-3 da Parede, entre 1997/98 e 2008/2009, onde anualmente realizou com os seus alunos, projectos inovadores, no Inglês, assistido pelas novas tecnologias de comunicação.
Em 2007, ganharam dois prémios internacionais.
Foi entre Janeiro e Maio de 1998 que “embarcou” com os seus alunos na primeira aventura tecnológica, um intercâmbio cultural por correio electrónico com a Holley Navarre Intermediate School, em Navarre, na Florida.

Janaina Santos, Miguel Dias e Jorge Costa, alunos do 6.º ano (2.º ano de Inglês) da Escola Stº. António
Teresa, dedicada à formação de professores na área das novas tecnologias de comunicação
desde 2002, em colaboração com organismos nacionais e estrangeiros de que faz parte, deslocou-
se recentemente por duas vezes a Yakutsk, na Sibéria, para dar formação a professores universitários
e do ensino secundário, a convite da North-Eastern Federal University e do Institute of
Teacher Training da mesma Universidade, situação certamente inédita entre paredenses.

Da esquerda para a direita:
Zarmena Emelyanova, Teresa Almeida d’Eça, Natalya Alexeeva e Elena Zakharova
dos livros ” Parede a terra e a sua gente”
autor – José Pires de Lima


